30 de mai de 2010

O PESCADOR DO CABO DO FALCÃO


Rogério Silvério de Farias retorna aos Descaminhos Sombrios com uma tradução fascinante. Os desconhecidos caminhos do mar, das criaturas há muito esquecidas surgem das escritas densas e, no caso, envoltas em fantasia, neste magnifico conto de H. P. Lovecraft. 
 
O PESCADOR DO CABO DO FALCÃO
 

Conto de H. P. Lovecraft e August Derleth
 

Tradução de Rogério Silvério de Farias
 
Pela costa de Massachusetts se murmuram muitas coisas sobre Enoch Conger. Algumas delas só se comentam em voz muito baixa e com muita cautela. Tão estranhos rumores circulam ao longo de toda a costa, espalhados por pescadores do porto de Innsmouth, seus vizinhos, já que ele vivia a umas poucas milhas ao sul, no Cabo do Falcão. Esse nome se deve ao fato de que ali, em épocas migratórias, são vistos falcões peregrinos, gaviões e também outras aves de rapina naquele estreito pedaço de terra que entra no mar. Ali vivia Enoch Conger, até que ninguém mais o viu, contudo ninguém podia afirmar que ele estivesse morto.

Era forte, de peito e ombros largos, com longos e musculosos braços. Apesar de não ser um homem velho, tinha barba, e sua cabeça era coroada por uma longa cabeleira. Seus olhos azuis se afundavam num rosto quadrado. Quando levava sua capa de pescador, com o chapéu sobre a cabeça, parecia um marinheiro desembarcado de um velho navio de séculos atrás. Era um homem taciturno. Vivia sozinho na casa de pedra e madeira que ele mesmo havia construído, de onde podia sentir o vento soprar e ouvir o som das gaivotas, das andorinhas, do ar e do mar, e de onde podia admirar o voo das grandes aves migratórias em suas viagens até terras distantes. Diziam que ele as entendia e que falava com as gaivotas e as andorinhas, com o vento e com o ruidoso mar, e ainda com outros seres invisíveis que, dizem, emitiam uns tons estranhos, algo parecido com os calmos sons de certas bestas batráquias, desconhecidas dos pântanos e lodaçais da terra.

27 de mai de 2010

Armadilha





em breve .....

24 de mai de 2010

el beso de la luna

Para Victor Meloni y Flávio de Souza
el beso de la luna

luna llena
de fiebre herida
roja por la ventana
invítame
y en la noche oscura
me voy, pues,
oscura también soy
e me voy


rompiendo cadenas
al olor de las venas
de carne y sangre y llanto
camino hago
desnuda a la luna salgo

15 de mai de 2010

Balada insensata al claro de la luna

Por Tânia Souza

balada insensata al claro de la luna

en la frontera del insano
la luna en el cielo
es un puñal entrestrellas
lloran los angeles
rotos estan los sueños
hirta quedase la belleza

13 de mai de 2010

Lendas Urbanas

Lendas Não Tão Urbanas

(...) das conversas ao redor da fogueira aos murmúrios das lendas urbanas, o medo continua sendo um estopim para sentimentos variados. Reações físicas e psicológicas se misturam perante o insólito, causando efeitos como a mais forte adrenalina à paralisia dos sentidos. Ocasionalmente, o sombrio abandona a arte e parece tornar-se realidade (...)


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