11 de set de 2010

Espectro - Tânia Souza

Espectro 

Da serpente, eu quis a lábia
Ser o pecado a tentação
 
Da águia, a visão
O bote e a precisão
 
Da coruja, a sabedoria
A calma e a decisão


Mas restou-me do destino 
A carne pútrida
A gripe o vírus a febre
 
E esta cara de abutre
A espera dos dejetos
Das feras da terra

Para meu amigo Boi ( Luciano Alencar )

3 comentários:

  1. Como da comédia surge o belo e o sombrio?

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  2. versos sombrios como esse descaminho, mas de inquestionavel toque de beleza.

    parabéns pela mescla.


    http://terza-rima.blogspot.com/

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  3. Bela poesia e dedicatória! rsrs

    B merece (a)

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